
Depois de uma exaustiva consulta ao calendário agrícola na Internet.
Lá fui eu para o quintal, de enxada na mão, sabrinas calçadas, telemóvel no bolso, uma verdadeira lavradeira.
Comprei aquelas cuvetes que já têm as hortinhas adiantadas, para não esperar tanto tempo, para as ver no prato.
Pendurei o relógio de pulso, numa macieira, arregacei as mangas e toca a cavar.
Era uma azafama de plantações, pimenteiros, pepineiros, meloeiros, alfaceiras e brócoleiros.
No fim do dia caiu uma chuvarada, tive que ...”cavar terra para feijões”.
Quando “estiou” lembrei-me da porcaria do relógio, bem o abanei, até tentei dar respiração boca a relógio... mas...agora está completamente mudo! nem tchuz nem muz!
A data do meu aniversário ainda está longe, ou levo o relógio ao terapeuta da fala, ou vou ter que vender as hortaliças para comprar um.
Vida de agricultora é dura!!!